A arte de fazer meias artesanalmente

Meias. No dia a dia a maior parte das pessoas não dá bola para elas. Contudo, quando se coloca um traje típico germânico é muito provável que essa peça agregue status ao conjunto: uma meia bonita faz toda a diferença em um Tracht.

No sul do Brasil, em função das comunidades teuto-brasileiras, há uma grande demanda por essas meias, com diversos modelos e tramados. Para atender a esse público Sueli Maike Ruediger há mais de 25 anos produz artesanalmente meias e polainas tradicionais: “no ano de 1991 iniciamos na confecção de meias típicas. […] a Sra. Almira Isleb (in memoriam), da Trachten Haus de Blumenau-SC, pediu para fazer para ela. Foi assim que surgiu à nossa história na confecção.” Seu ateliê está na cidade de Blumenau-SC e conta com o auxílio de sua mãe, que delicadamente realiza os acaba-mentos.

“O meu processo é de fazer a meia aberta e depois promover cuidadosamente o fechamento”, disse ela. Um par que tem um trabalhado específico chega a levar 3h30min para ser tramado, podendo levar vários fios com cores diferentes, o que complexifica o tricô.

Ela vai manualmente tramando os fios em seu equipamento , usando pesos para que a meia fique esticada no processo e o fio não arrebente.
Inicia pela barra da meia e finda no pé, tendo que ajustar a largura da peça durante a tricotagem, para moldar a panturrilha e tornozelo. Cada uma, por ser um ofício personalizado, tem um número de carreiras e pontos diferentes, ajustados ao comprimento e tamanho de quem encomendou. Ela utiliza de modelos para construir os tramados e rendados, organizando as agulhas de acordo com os pedidos. A complexidade muda de acordo com cada traje.

A conclusão da meia vem com a colocação de um elástico na parte superior, o que auxilia a fixar a peça à perna. Questionada pelo motivo dela não usar fios com elastano, Sueli justifica: “o elástico, com o tempo, também fica velho, com o uso e lavagem. Tendo a barra que permite trocá-lo garante não apo-sentar a meia tão cedo”.

Atualmente Sueli atende demandas de todo o sul do Brasil, com destaque aos grupos de danças alemãs. E, inclusive, recebeu encomenda da Alemanha. “A maioria me contata pelo Facebook, na fanpage ou pelo WhatsApp. Atualmente pou-cos por telefone fixo. O e-mail é mais para passar as medidas e fotos”, disse ela.

Podem contatá-la pelos fones (47) 3237.2236, (47) 99647.0089, ou facebook.com/suelimeiastipicas/, ou sueli080886@gmail.com.

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