Munique, uma cidade multicultural da Alemanha

Andar pelas ruas, pelos trens e metrôs da capital bávara é fazer uma viagem por muitas culturas. A cada pessoa que passa se escuta um novo idioma, uma nova estética e um sotaque diferente para a língua alemã. Um espaço de diversidade, com o jeito do século XXI, contudo valorizando histórias e tradições.

Munique para os turistas é terra da cerveja e o ponto de partida para uma viagem inesquecível, como para os Palácios de Neuschwanstein, Herrchimsee e Linderhof, os Alpes e mesmo para lagos e florestas de coníferas. Contudo, para seus munícipes é local de oportunidades, comércio nas vias abertas, pluralidade de meios de transporte e parques e praças aconchegantes.

De toda forma, a multiculturalidade se tornou hoje uma marca forte dessa capital de 1,5 milhão de pessoas. O fim da segunda grande Guerra trouxe muita mão de obra estrangeira – como turcos e italianos -, mas a pluralidade da atualidade vem de migrações do Oriente Médio, Ásia, África e América Latina, além da vinda de trabalhadores especializados para as grandes empresas em Munique, como Bayer, BMW, Audi, Siemens, entre outras. Um contexto fácil de ver e ouvir nas ruas.

E em meio a tantas modernidades tecnológicas, com altos investimentos em mobilidade urbana, empresas de ponta e monitoramento da cidade, Munique tem seu charme pela história da família real Bávara – destacando os reis Ludwig I e Ludwig II – e o diálogo com as culturas camponesas da Baviera. A Oktoberfest é forte exemplo, sendo um festejo que retoma um casamento da nobreza e o envolvimento das comunidades populares. Ainda hoje é costume as vestimentas de moda folclórica – como a Lederhose e o Dirdl – nas ruas, entre jovens e idosos. O ambiente urbano se apropriou de tradições rurais e as atualizou.

Assim, Munique é um recanto de pluralidade: dos estrangeiros recém chegados aos grupos que mantém os antigos trajes, danças e cantos. Um monte de sotaques presentes na língua, gastronomia, vestimentas e aparência de quem mora ou passa por ela. Um espaço multicultural que está há um século aprendendo a trabalhar o diálogo positivo entre olhares diferentes.

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